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Done!

A minha função por aqui está concluída.

Sejamos os ventos de mudança.

E este blog está terminado.

Entre A Terra E O Céu, por Greg Bennick

A cada um de nós, resta-lhe um número específico de batidas de coração, como um relógio, contando os segundos de forma decrescente até ao zero. No tempo em que demoraste a ler isto, usaste pelo menos dez. Agora, pelo menos doze. Estes são momentos que foram vividos. Acabaram. Nunca mais os terás de volta. Talvez colocando as coisas desta forma nos possamos aperceber da magia do tempo e dos momentos que nunca mais voltam, de escrevermos a vida sem borracha e de nunca mais podermos voltar atrás e repetir, de forma única e igual, o que passou.
Tudo aquilo que conhecemos – os nossos desejos, esperanças, sonhos, todas as coisas que queremos experimentar com cada pedaço de nervo que temos dentro de nós – tudo isso chegará a um fim. E esse fim pode ser hoje à noite ou amanhã de manhã. Pode demorar décadas de segundos se formos afortunados. Mas a inevitabilidade é esta: nós seremos eventualmente, num sentido muito literal, da Terra.

A ideia de um “ para sempre”, uma quantidade limitada de tempo em que podermos experimentar tudo aquilo que esperamos, é um conto de fadas. Somos nós, desejando ser do céu, permanente, mais do que terrivelmente limitados da Terra e do corpo. “Para Sempre” é uma história ilusória que contamos a nós próprios para amenizar o que, em caso contrário, seria um estado de humilhação ou de sonhos despedaçados. No fundo, nós sabemos isto. Ainda assim, tomamos como garantidos aqueles que amamos até ser tarde demais. Absorvemo-nos no trivial. Somos maltratados por pessoas, obcecados com relacionamentos maus e perdidos em padrões. Esquecemo-nos dos segundos que nos escaparam por entre os dedos como grãos de areia para nunca mais voltarem, da esperança implacável enquanto procuramos significado nisto tudo, mesmo que esse significado seja apenas tão simples como uma corrente de sangue que passa pela nossa cara vinda do nosso ainda-coração-que-bate. Passamos as nossas vidas no caos, viciados no sofrimento e abuso e ainda assim suplicamos por mais.

Tudo isto, nós criámos, num mundo que chama pela nossa clareza, as nossas vozes, a nossa ajuda, acção directa, paixão, amor e revolução.

Existe uma passagem. Mas significa que talvez tenhamos de nos afastar daquilo e daqueles a quem nos agarrámos por segurança. Significa tomar uma acção diferente. Talvez tenhamos que amar algo tanto que estaremos dispostos a gritar sobre isso até que as nossas gargantas sangrem. Talvez tenhamos que contar segredos que jurámos nunca partilhar. Ou talvez tenhamos que largar alguém que nos magoa há muito. Talvez tenhamos que ter o coração partido mais uma vez. Talvez até tenhamos que contar uma piada que falhará. Talvez tenhamos que beijar alguém novo. Ou admitir que temos medo. Talvez tenhamos que desistir dos nossos empregos. Ou criar novos. Talvez tenhamos que fazer algo que nós mesmos estamos convencidos ser impossível. Mas se encontrarmos coragem para fazer estas coisas e pelo facto de corrermos esses riscos conseguimos sentir aquele pico de sangue e sentirmos que sentimos algo real, então temos de usar o que acabámos de descobrir dentro de nós como combustível e oferecer algo de volta ao mundo.

Cada segundo é mais um bater de coração que está a contar. Não desperdices mais nenhum. Não há garantias nem há seguranças. Só existe este momento. És um@ afortunad@ por estares aqui, preso, mas com toda a possibilidade de liberdade, entre a Terra e o Céu.

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"is just like a good friend once told me that, I had to find another way.."
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Mudar…O Horizonte Que É Mudar!

Este tema encaixou de forma perfeita na minha vida. Espero que na vossa também. E se sentirem que este é o momento para mudar, então não vivam de palavras, slogans e frases sábias que tanto amamos. Neruda disse: “Eu sou completamente apaixonado por palavras, mas o que eu amo mesmo de verdade são os actos.”. Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas, pensem nisso! As vidas que tivémos de viver para estarmos juntos nestes fragmentos de existência. A todos vocês que são mestres e alunos nesta vida tão temporária que vivemos, esta reflexão toca fundo por ser, apenas, tão verdade.

Nasmaste!

Pedro Martins

É preciso saber quando uma etapa chega ao fim… Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos de viver. Encerrar ciclos, fechar portas, terminar capítulos… Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já acabaram…
Sair daquele trabalho de anos… Terminar uma relação… Sair de casa dos pais em direção a uma nova vida… Ir viver para outro país… Aquela amizade que nos acompanhava desde sempre e que desapareceu sem explicações… Enfim, cenários não faltariam!!! Podemos passar muito tempo a tentar perceber porque aconteceu… Podemos dizer a nós mesmos que não damos mais nenhum passo enquanto não entendermos as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes para nós, para a nossa vida, serem subitamente transformadas em pó. A verdade é que isso não mais é do que um desgaste imenso para todos: para os nossos pais, para os nossos amigos, para os nossos filhos, para os nossos irmãos… todos sofrerão ao ver que estamos parados.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem. O que passou não volta: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. E se as coisas passam e vão, o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora… definitivamente!
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa… mudar de vida!
Tudo o que neste mundo é visível são manifestações de um outro mundo… invisível, o mundo que acontece e vive no nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras memórias futuras possam entrar! Deixar ir embora. Soltar. Desprender. Ninguém vive o jogo da vida só para ganhar, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não esperemos que nos devolvam algo, não esperemos que reconheçam o nosso esforço, que descubram o nosso lado genial, que entendam… o nosso amor. Por vezes é importante desligar a nossa televisão emocional e deixar de assistir sempre ao mesmo programa, que mostra a forma como sofremos com determinada perda. Não há nada mais perigoso que o fim de relações, sejam elas pessoais, sociais e/ou profissionais, que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo!
É fundamental lembrar e recordar que houve uma altura em que podíamos viver sem o que perdemos – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante.
Encerrar o ciclo!!! Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente já não pertence à nossa vida. Fecha-se a porta, muda-se o disco, limpa-se a casa e muda-se a fechadura.
Esquecemos quem éramos e passamos a ser…quem somos!

PM 2013

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Quanto eu não dava para estar aqui :)Enfiado em casa de volta de trabalhos. Escola, trabalho, casa, escola, trabalho, casa.

Quanto eu não dava para estar aqui :)
Enfiado em casa de volta de trabalhos. Escola, trabalho, casa, escola, trabalho, casa.

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Qualquer Sentimento é Bem-Vindo!

Vivemos tempos complicados e tristes de alguma forma, sem dúvida. Quem tem emprego, tenta agarrar-se o mesmo. Quem não tem, procura. Quem tem e acha que está na hora de ser feliz, vai (é o caso de um jovem que conheço). Somos escravos do relógio, não conseguimos ficar deitados até mais tarde, ler um livro, ouvir uma música e sentir mesmo que naquelas palavras está o sonho de um mundo melhor. Tanta coisa para fazer e resta pouco tempo para sentir.

Acho que se pode entristecer por vários motivos ou até por nenhum motivo aparente. A tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas sempre que ela aparece, eu recebo-a, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do facto de ainda conseguir senti-la!

Para mim, e deixando de fora preferências, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, uma realização, um entusiasmo, um alívio. Pode ser uma melancolia ou por vezes uma tristeza até. É que sentir é um verbo que se conjuga para dentro. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta.

O sentir não pode ser ouvido, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende dinheiro, contactos, diplomas, convites, aquisições. Mas até parece que sentir não serve para subir na vida, ah não que não serve!

Infelizmente, vê-se muito nos dias de hoje, que uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos anúncios dos telemóveis, das festas das cervejas nacionais que não param de competir uma com a outra, dos festivais de Verão em que não há dinheiro e o país está em crise, mas toda a gente paga entre € 60 / €90 para 3 dias. Tristeza parece uma praga, lepra, uma qualquer doença contagiosa, um estacionamento proibido. OK, tristeza não faz realmente bem à saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando nos silenciamos que melhor conversamos com os nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba por sair também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste, triste, meu caros, é não sentir nada.

Versão adaptada, original da Grandiosa Martha Medeiros

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"Well if you can’t get what you love
You learn to love the things you’ve got
If you can’t be what you want
You learn to be the things you’re not
If you can’t get what you need
You learn to need the things that stop you dreaming
All the things that stop you dreaming”